A ciência mostra que, quando vivemos situações de ameaça, medo intenso ou dor emocional profunda, nosso sistema de defesa pode permanecer ativado mesmo depois que o perigo passou
Você acorda com a mandíbula doendo, mas não lembra de ter rangido os dentes. Sente um aperto no peito que não tem causa médica. Seus ombros estão sempre tensos, mesmo quando você tenta relaxar. E há aquela sensação difusa de “algo travado” que nenhum exame consegue explicar. Isso pode ser um sinal de memória somática.
Talvez você já tenha ouvido de profissionais de saúde que “está tudo bem”, que “é só estresse”, ou que deveria “tentar respirar fundo e relaxar”. Mas o desconforto continua. E, no fundo, você sente que há algo ali que ninguém está conseguindo nomear — nem mesmo você.
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O que a neurociência diz sobre memória somática
O corpo não esquece. Enquanto a mente pode reprimir, racionalizar ou simplesmente evitar lembranças dolorosas, o corpo registra tudo. Esse fenômeno tem um nome: memória somática — a capacidade do organismo de armazenar experiências emocionais intensas ou traumáticas na forma de tensões musculares, padrões de respiração, alterações posturais e até sintomas físicos crônicos.
Estudos em neurociência mostram que, quando vivemos situações de ameaça, medo intenso ou dor emocional profunda, o sistema nervoso autônomo (responsável por respostas automáticas como luta, fuga ou congelamento) pode permanecer ativado mesmo depois que o perigo passou. É como se o corpo continuasse em alerta, esperando que algo ruim aconteça a qualquer momento.
Isso explica por que:
- Você pode sentir um aperto no peito em situações cotidianas que, racionalmente, sabe que não são ameaçadoras
- Seu corpo reage com tensão, tremor ou náusea diante de cheiros, sons ou lugares que “não deveriam” causar nada
- Há dores crônicas sem explicação médica, mas que pioram em contextos emocionalmente carregados
- Você se sente cansado mesmo dormindo bem, porque o sistema nervoso nunca descansa de verdade
Traumas não nomeados: quando a dor não tem história
Nem todo trauma é um evento catastrófico que conseguimos identificar com clareza. Muitas vezes, o que marca o corpo são experiências cotidianas que, sozinhas, parecem “pequenas demais para importar”: uma infância em que você precisava estar sempre alerta, relações em que você aprendeu a não sentir para sobreviver, episódios repetidos de rejeição, solidão ou invalidação emocional.
Esses traumas não nomeados não têm data, não têm “o dia em que aconteceu”. Mas estão lá. No jeito como você respira (ou deixa de respirar), no quanto você consegue relaxar (ou não), na dificuldade de sentir prazer, na hipervigilância constante, na sensação de que você está sempre “se segurando”.
O psiquiatra Bessel van der Kolk, autor de “O Corpo Guarda as Marcas”, descreve isso com precisão: “O trauma não está na cabeça. Está no sistema nervoso.” E, por isso, falar sobre o que aconteceu, embora seja importante, muitas vezes não é suficiente para liberar o que ficou preso no corpo.
Como a Terapia Trabalha Com o que está Guardado no Corpo
No processo terapêutico, a gente não trabalha apenas com o que você consegue dizer. Trabalhamos também com o que fica no silêncio, com o que se repete sem que você perceba, e com o que o corpo guarda. Além disso, há a rica combinação com técnicas que auxiliam neste processo, como a respiração consciente e a yogaterapia.
Isso significa:
- Escutar o corpo como parte da história: identificar onde a tensão mora, o que dispara certas sensações, como você responde emocionalmente a situações do presente que ecoam o passado
- Reorganizar memórias emocionais: não se trata de “esquecer”, mas de ressignificar experiências, dar nome ao que ficou confuso, e permitir que o sistema nervoso aprenda que agora você está segura
- Criar espaço para sentir com segurança: muitas vezes, você nunca teve permissão ou condições de sentir de verdade o que aconteceu. A terapia oferece esse espaço — sem pressa, sem julgamento, com presença
- Liberar as tensões no nível físico: A combinação de técnicas que trabalham a sua biopsicologia através de práticas físicas, ajudam a soltar as memórias presas no corpo, como posturas específicas de yoga e exercícios respiratórios.
Meu trabalho como terapeuta é investigativo, empático e profundo. A partir disso, desenvolvo um modelo específico e maleável para cada pessoa que atendo. Assim, podemos compreender melhor as origens de suas marcas do passado que refletem no seu presente e trabalha-las com a combinação de diversas técnicas – desde a Terapia Transpessoal, a Psicologia Analítica, exercícios de meditação, respiração e yoga específicos para você.
Cada corpo conta uma história diferente. Cada silêncio tem um sentido. E, juntos, vamos encontrando o fio que conecta o que você sente hoje com o que ficou guardado ao longo da vida.
E se você pudesse reorganizar isso de forma diferente?
Se você sente que chegou a hora de olhar para o que está travado — não só com a mente, mas com o corpo inteiro —, eu te convido para começarmos esse processo juntos.
Entre em contato comigo e vou te explicar como funciona o processo terapêutico, valores e disponibilidade — sem compromisso.
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Você não precisa continuar carregando sozinha o que o corpo guarda.