Você acorda e já sente um peso. Não é sono — você até dormiu. É outra coisa. Uma fadiga que não está no corpo, mas em algum lugar mais fundo. Você se levanta, cumpre seus compromissos, responde mensagens, sorri quando precisa. Por fora, está tudo normal. Por dentro, você está exausta de fingir que está bem. Isso pode ser sinal de fadiga emocional, ou burnout existencial.
E o pior: você não consegue explicar por quê. Não houve nenhum evento traumático recente. Sua vida, objetivamente, não está tão ruim. Mas há uma sensação constante de vazio, de desconexão, de estar apenas cumprindo protocolos em vez de viver de verdade.
Se isso faz sentido para você, talvez você esteja vivendo algo que vai além do cansaço físico ou do estresse comum. Talvez seja um burnout existencial — a exaustão de carregar uma vida que não parece sua.
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O que é burnout existencial?
O termo “burnout” ficou conhecido para descrever o esgotamento relacionado ao trabalho: quando você se sente completamente drenado, desmotivado e desconectado do que faz. Mas o burnout existencial vai além. Não é só sobre o trabalho. É sobre a vida inteira.
É aquela sensação de que:
- Você está apenas sobrevivendo, não vivendo
- Nada do que você faz parece ter sentido real
- Você cuida de todo mundo, mas ninguém cuida de você — e, no fundo, você nem sabe se merece ser cuidado
- Você perdeu a conexão com o que te movia, com seus desejos, com sua essência
- Está cansada de performar: ser produtivo, otimista, forte, funcional
A psicóloga Emily Nagoski, em seu livro “Burnout: O Segredo para Romper com o Ciclo de Estresse”, explica que o esgotamento emocional acontece quando você “completa o ciclo de estresse no corpo, mas nunca processa emocionalmente o que está vivendo”. Ou seja: você pode resolver os problemas práticos da vida (pagar contas, cumprir prazos, manter aparências), mas se nunca para para sentir — tristeza, raiva, medo, desamparo —, o peso continua se acumulando.
Por que “fingir que está tudo bem” é tão exaustivo?
Quando você reprime emoções, seu sistema nervoso permanece ativado. É como dirigir um carro com o freio de mão puxado: você até anda, mas gasta muito mais energia do que deveria. Além disso, manter uma “máscara social” o tempo todo exige um esforço cognitivo e emocional imenso.
Estudos em neurociência mostram que a supressão emocional crônica está associada a:
- Aumento de cortisol (hormônio do estresse)
- Queda de energia e motivação
- Dificuldade de concentração e memória
- Sensação de despersonalização (“não me reconheço mais”)
- Sintomas físicos: dores de cabeça, tensão muscular, problemas digestivos, insônia
E, diferente de um cansaço físico que passa depois de uma boa noite de sono, o burnout existencial não melhora com descanso. Porque o problema não é quantidade de sono. É a falta de sentido, de conexão, de espaço para ser quem você realmente é.
Quem está mais vulnerável?
O burnout existencial é especialmente comum em pessoas que:
- Assumem o papel de cuidador: profissionais da saúde, terapeutas, professores, mães/pais, ou qualquer pessoa que coloca as necessidades dos outros sempre à frente das próprias
- Têm dificuldade de dizer não: e, por isso, acabam sobrecarregadas, mas com medo de decepcionar ou ser vistas como egoístas
- Perderam a conexão com seus desejos: você faz sempre o que “deve”, mas não sabe mais o que realmente quer
- Carregam traumas não processados: episódios de perda, abandono, rejeição ou invalidação emocional que nunca foram elaborados
- Vivem no piloto automático: acordar, trabalhar, dormir, repetir — sem pausa para sentir, questionar ou reavaliar
Como a terapia pode ajudar quando você está exausto de fingir?
No processo terapêutico, a gente não trabalha apenas com “técnicas para lidar com o estresse”. Trabalhamos com aquilo que está por trás da exaustão: as emoções reprimidas, os papéis que você assumiu sem perceber, as expectativas irreais que você carrega, e a desconexão com o que realmente importa para você.
Isso significa que, no processo terapêutico, buscamos:
- Criar espaço para sentir: Talvez seja a primeira vez, em muito tempo, que você tem permissão para não estar bem, para não ter todas as respostas, para simplesmente ser
- Investigar de onde vem a necessidade de fingir: Quem te ensinou que você precisa ser forte o tempo todo? O que você acha que vai acontecer se você mostrar fragilidade?
- Reorganizar prioridades: Muitas vezes, o burnout existencial acontece porque você está vivendo a vida que alguém esperava de você, não a sua
- Reconectar com o sentido: O que te movia antes? O que ficou esquecido? O que você gostaria de fazer se não tivesse medo ou culpa?
Meu trabalho como terapeuta é te ajudar a ver o que está te esgotando por dentro — e como você pode criar uma vida que não precise de máscara.
Talvez seja hora de parar de fingir
Se você sente que está exausta de manter as aparências, de carregar tudo sozinha, de viver uma vida que não parece sua, eu te convido a olhar para isso com mais cuidado.
Fale comigo e vou te explicar como funciona o processo terapêutico, valores e disponibilidade — sem compromisso. Podemos investigar juntos onde começou esse peso — e como reorganizar sua vida a partir do que realmente importa para você.
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