Padrões repetitivos: por que você sempre acaba se machucando?

padrões repetitivos

Você jura que dessa vez vai ser diferente. A pessoa parece oposta à anterior, tem outro estilo, outra profissão, outra história. Mas, alguns meses depois, você se vê na mesma situação: sentindo que dá mais do que recebe, sendo deixado de lado, pisando em ovos para não desagradar, ou se perguntando: por que escolho pessoas erradas? Aí, os padrões repetitivos acontecem e você acaba sempre percebendo que, de novo, escolheu alguém emocionalmente indisponível.

Talvez você já tenha ouvido que “precisa se valorizar mais” ou que “está atraindo o tipo errado de gente”. Mas a verdade é mais profunda — e menos sobre “escolher errado” do que você imagina. O que se repete não é coincidência. É padrão. E padrões repetitivos têm raízes.

Quer parar de repetir padrões? Me chame no WhatsApp

A neurociência dos padrões relacionais

Nosso cérebro é, essencialmente, uma máquina de reconhecimento de padrões. Ele aprende com as experiências e cria atalhos para economizar energia. Isso é ótimo para tarefas do dia a dia, mas tem um lado complicado quando falamos de relacionamentos: tendemos a repetir aquilo que é familiar, mesmo quando familiar significa doloroso, geram assim os famosos padrões repetitivos.

Esse fenômeno tem nome: compulsão à repetição. Sigmund Freud foi um dos primeiros a descrever como as pessoas tendem a recriar situações que ecoam traumas ou feridas do passado, na tentativa inconsciente de “resolver” o que ficou em aberto.

padrões repetitivos 2

Estudos em neurociência afetiva mostram que, quando criança, você aprendeu a se relacionar com base no que seus cuidadores ofereceram: presença, ausência, imprevisibilidade, segurança, abandono, invasão. Esses primeiros vínculos criam um mapa relacional interno — uma espécie de roteiro sobre o que esperar das pessoas e como se comportar para obter amor, atenção ou aprovação.

E aqui está o ponto crucial: esse mapa não escolhe o que é bom para você. Ele escolhe o que é conhecido.

Por isso:

  • Você pode se sentir mais atraída por pessoas que repetem padrões de negligência emocional que viveu na infância
  • Relações tranquilas demais podem parecer entediantes ou até suspeitas, porque seu sistema nervoso aprendeu que amor vem acompanhado de intensidade, drama ou incerteza
  • Você pode sabotar vínculos saudáveis sem perceber, porque, lá no fundo, não sabe como funciona quando alguém fica de verdade
  • Acaba assumindo sempre o mesmo papel: o que cuida demais, o que se anula, o que persegue, o que foge

O que você repete não é sobre a pessoa. É sobre você.

É duro de ouvir, mas é libertador: o padrão não está nas pessoas que você escolhe. Está na forma como você se relaciona com elas, no que você tolera, no que você não consegue pedir, no que você normaliza.

Talvez você repita porque:

  • Aprendeu que amor dói: Se seus primeiros vínculos foram marcados por inconsistência, você pode ter aprendido que “se a pessoa não me machuca um pouco, não é amor de verdade”
  • Tem medo de ser abandonada: E, por isso, se anula, aceita migalhas, ou faz de tudo para “não perder” a pessoa — mesmo que isso signifique perder a si mesma
  • Não sabe o que merece: Porque nunca teve modelos de relações saudáveis, então sua referência de “normal” está distorcida
  • Busca consertar o que ficou quebrado no passado: Inconscientemente, você tenta “salvar” a pessoa atual para provar que poderia ter salvado quem te machucou antes (geralmente, figuras parentais)

E o corpo também guarda esses padrões repetitivos. Você pode sentir uma química intensa com alguém não porque é amor verdadeiro, mas porque aquela pessoa ativa marcadores emocionais antigos — o que parece paixão, muitas vezes, é re-traumatização disfarçada de conexão.

Como a terapia trabalha com padrões relacionais

No processo terapêutico, a gente não trabalha apenas falando sobre as relações que deram errado. Trabalhamos investigando o fio invisível que conecta todas elas: o que você espera das pessoas, o que você tolera, o que você repete sem perceber, e — principalmente — de onde vem tudo isso.

Isso significa:

  • Mapear sua história relacional: entender quais foram seus primeiros vínculos, o que você aprendeu sobre amor, abandono, segurança e valor próprio
  • Identificar os papéis que você assume: você é sempre o cuidador? O que persegue? O que se anula? O que sabota?
  • Nomear o que ficou travado: muitas vezes, você repete porque há uma ferida emocional não cicatrizada, uma necessidade que nunca foi atendida, ou uma crença sobre você mesma que precisa ser revista (“eu não sou suficiente”, “ninguém fica”, “se eu mostrar quem sou de verdade, vou ser rejeitada”)
  • Liberar os padrões antigos da mente e do corpo: tomar consciência do que se repete, muitas vezes, pode não trazer uma melhoria do bem-estar. O padrão repetitivo está tão enraizado que precisa ser liberado no nível físico, ou seja, o corpo sempre guarda os traumas
  • Criar novos padrões: não basta entender. É preciso praticar, aos poucos, outras formas de se relacionar — consigo e com os outros

Meu trabalho como terapeuta vamos investigar juntos por que você escolhe o que escolhe, quais são seus padrões repetitivos e como você pode se reconectar com o que realmente merece — mesmo que isso ainda pareça estranho ou assustador.

E se você pudesse quebrar esse ciclo?

Se você sente que está cansada de repetir os mesmos padrões, de escolher as mesmas pessoas e terminar do mesmo jeito, talvez tenha chegado a hora de olhar para isso com mais profundidade.

Entre em contato comigo! Vou te explicar como funciona o processo terapêutico, valores e disponibilidade — sem compromisso.

Você não precisa continuar reescrevendo a mesma história. 

Podemos investigar juntos onde isso começou — e como criar um novo capítulo.

Falar comigo no WhatsApp

Ou Clique Aqui e saiba mais sobre o meu processo terapêutico.

Deixe um comentário