Você já sentiu uma mistura de confusão, dor e até culpa ao perceber que, mesmo sabendo que uma relação não faz bem, seu corpo e sua mente continuam se apegando a ela? Talvez você reconheça que seus ciclos afetivos envolvem momentos de alta intensidade, acompanhados de períodos de calmaria, mas mesmo assim, parece difícil sair desse movimento repetitivo. A neurociência explica esse apego emocional.
Como terapeuta que acompanha muitas mulheres nesse percurso, quero compartilhar uma compreensão profunda baseada na neurociência — a ciência que estuda como o cérebro e o sistema nervoso moldam nossos comportamentos, inclusive na esfera emocional.
A partir dessa compreensão, podemos entender que esse apego não é simplesmente uma questão de fraqueza ou culpar o coração, mas uma resposta neurológica. Mentalmente, você entende, mas o seu corpo não funciona pela mesma racionalidade. O funcionamento dele é através de três elementos básicos:
- Repetição
- Memória
- Sobrevivência
Ou seja, uma memória que fica gravada no corpo e no cérebro, alimentada pela repetição de experiências. Por sua vez, as repetições fazem seu corpo agir sem pensar, como uma maneira segura de sobreviver.
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Por Que Nosso Corpo Ainda Sente Falta Mesmo Quando Sabemos Que É Prejudicial?
A neurociência revela que o cérebro funciona muito mais por meio de memórias e de processos automáticos do que por lógica ou racionalização. Daí vem o apego emocional. Quando vivemos relações instáveis, com altos e baixos emocionalmente intensos, o corpo aprende a associar esse ritmo de emoções extremas a uma espécie de segurança, mesmo que essa “segurança” seja marcada pelo caos.
Por trás disso, há uma dinâmica que Charles Duhigg explica em seu livro O Poder do Hábito. O cérebro tende a criar padrões, reforçando comportamentos que geram uma sensação de alívio ou de recompensa, mesmo que eles sejam destrutivos.
No caso dessas relações, o ciclo de tensão e calma se torna um hábito instalado no sistema nervoso, quase como uma rotina automática. Assim como um viciado em jogos de azar, seu corpo se habituou à incerteza — ao estresse — porque isso, paradoxalmente, traz um tipo de familiaridade e segurança.
Para entender melhor, tenho que citar uma obra importante de Helen Fisher, Por que Amamos – A Natureza e a Química do Amor Romântico. A autora explica que o amor, na sua essência biológica, está relacionado a um complexo sistema de neurotransmissores, como a dopamina, a serotonina e a vasopressina. Esses químicos reforçam comportamentos de aproximação e evitamento, moldando nossos vínculos de formas que muitas vezes escapam à lógica consciente.
Quando estamos numa relação de altos e baixos, o cérebro está constantemente ativando esses circuitos de recompensa — o que cria uma espécie de vício, um ciclo difícil de romper, o chamado apego emocional.
Assim, aquilo que parece amor, na verdade, é uma tempestade de estímulos químicos e memórias de intensidade. Nosso corpo aprende a associar esses momentos de tensão com uma expectativa de que, após o caos, virá o alívio — um alívio que, na verdade, gera prazer e dependência. E é essa dependência neurológica que faz com que a pessoa sinta uma ausência quase física quando a relação acaba, mesmo que racionalmente saiba que precisa seguir em frente.
O Corpo Como Armazém de Memórias Emocionais
Outra obra que ajuda a entender esse fenômeno é Inteligência Emocional, de Daniel Goleman. Nele, o autor explica que nossas emoções são armazenadas em áreas do cérebro além do córtex racional, como o sistema límbico e o córtex pré-frontal, e que nossas respostas automáticas muitas vezes fogem do controle consciente.
Goleman mostra que, assim como qualquer hábito, podemos reprogramar essas respostas, mas isso exige uma nova aprendizagem — uma troca de padrões que o corpo já reconheceu como confortável. Para quem vive o ciclo de apego emocional, essa reprogramação passa por entender que o que o corpo busca na relação não é necessariamente amor, mas a sensação de familiaridade, segurança no caos, o ritmo conhecido — mesmo que destrutivo.
A sensação de calmaria após momentos de explosão gera uma ânsia de reviver aquilo. E, nesse movimento, o cérebro acaba reforçando a ideia de que é possível “escolher” esse padrão, que na verdade é uma resposta automática do sistema nervoso central. Esse padrão repetitivo nos leva ao apego emocional.
Por Que é Tão Difícil Sair Dessa Conexão?
O grande desafio é entender que esse ciclo é uma arma de sobrevivência que o cérebro desenvolveu ao longo de anos de experiências. Como ensina Goleman, o cérebro funciona como um “hábito”, e hábitos criam rotinas neurológicas que nos fazem agir sem pensar.
O problema é que, na relação com alguém que provoca altos e baixos, o corpo fica ensinando ao cérebro que essa montanha-russa é o “normal”.
Assim, mesmo após a separação, a ausência de estímulos intensos deixa muitas mulheres se sentindo vazias, porque o cérebro não sabe mais como reagir a emoções mais suaves e estavelmente positivas.
Só que, ao entender esse funcionamento, é possível aprender a reprogramar esse sistema, a partir de estratégias que envolvem:
- o reconhecimento dessas emoções intensas,
- o fortalecimento de novos padrões comportamentais e
- a prática de atividades que promovam calma, estabilidade emocional e autoestima.
Como Reprogramar Esse Padrão: Uma Jornada de Autoconhecimento e Mudança
Diante dessa compreensão, o primeiro passo é parar de romantizar os momentos de alta intensidade, reconhecendo que eles, na verdade, eram manifestações de uma rotina de apego emocional que o seu cérebro aprendeu a acessar.
Em vez de buscar o ciclo de estresse, a dica é criar rotinas que promovam regulação emocional, como:
- a prática de exercícios respiratórios,
- meditação,
- atividade física,
- uma rotina de sono regulada e, sobretudo,
- o trabalho interno de conscientização sobre o trauma e os padrões que se repetem.
Um ponto importante que surge nesse processo vem do livro O Poder do Hábito. Precisamos entender que a mudança exige insistência e disciplina. É necessário muitas vezes substituir hábitos antigos por outros mais saudáveis, até que novas conexões neurológicas se consolidem — um exercício de paciência que envolve reforçar o novo padrão todos os dias.
Na terapia, essa reeducação do sistema nervoso acontece através de processos que ajudam a pessoa a identificar quando seu corpo está recorrendo ao padrão antigo, possibilitando a criação de uma nova narrativa emocional.
Como terapeuta, tenho visto que essa mudança é possível, mas ela exige coragem e uma disposição consciente para desafiar o que o corpo aprendeu a aceitar como “normal”.
Você Não Está Sozinha
Se a sua história de apego parece uma montanha russa emocional, saiba que entender as raízes neurobiológicas desse ciclo já é um grande passo para a quebra dele. Muitas mulheres vivem esse mesmo desafio, e a boa notícia é que a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro se adaptar ao longo da vida — permite, sim, criar novos padrões de relacionamento e de autocuidado.
Reeducar seu corpo e sua mente para reconhecer que você merece relacionamentos de paz, estabilidade e carinho verdadeiro é um processo possível e profundamente libertador. Você não precisa mais se entregar às oscilações químicas e neurais que te prendem à rotina do caos.
E Para Ajudar Ainda Mais: Conheça o Processo Terapêutico de Ruptura de Padrões
Se você sente que já tentou de tudo, mas ainda se encontra presa nesse ciclo emocional, saiba que há suporte especializado para você. Meu Processo Terapêutico de Ruptura de Padrões foi criado exatamente para mulheres como você, que querem reconstruir sua autoestima, entender seus vínculos afetivos e aprender a construir relacionamentos mais saudáveis, centrados na paz e na autoconfiança.
Nesse processo, vamos trabalhar juntos para identificar os padrões que ativam seu sistema nervoso e suas emoções, além de desenvolver estratégias personalizadas para substituir o ciclo de tensão pelo de estabilidade emocional. Aqui, você vai aprender a reprogramar seu cérebro, a restaurar sua autoestima e a criar novos vínculos que te fortaleçam, ao invés de te destruírem.
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Seja a protagonista da sua história. Você pode transformar sua relação consigo mesma e com os outros — basta dar o primeiro passo. Vamos juntos nessa jornada de autoconhecimento, cura e reconstrução emocional. Conte comigo para te orientar nesse processo.
Sou Eduardo Reis (Iista Deva), terapeuta com formação em Psicologia Transpessoal e especialização em Psicologia Analítica. Procuro integrar meus conhecimentos e apresentar meu trabalho terapêutico através deste blog. Também sou jornalista, especialista em Jornalismo Literário e mestre em Comunicação e Cultura, e aqui divido um pouco do universo da mente humana através do Processo Terapêutico de Ruptura de Padrões, do autoconhecimento, do Yoga e da espiritualidade, de modo simples, direto e prático.