O que ninguém te contou sobre como controlar a ansiedade

como controlar a ansiedade

Talvez você já tenha ouvido conselhos como “pensa positivo”, “faz uma dessas meditações guiadas do Youtube”, “é só respirar fundo”. E, ainda assim, o coração dispara, a mente corre em mil direções, o corpo fica em alerta como se algo muito grave estivesse prestes a acontecer. A verdade é que ninguém te contou quais são as melhores maneiras sobre como controlar a ansiedade.

Você sabe que não faz sentido ter tanto medo assim em situações simples. Sabe que não precisava ficar tão tensa para mandar uma mensagem, tomar uma decisão, sair de casa ou dizer “não”. Mas o corpo não pergunta para a razão. Ele reage.

Se você vive algo assim, esse texto é para você.

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Ansiedade não é só preocupação em excesso

A ansiedade, em níveis saudáveis, é uma resposta natural do organismo. Ela nos prepara para lidar com demandas, prazos, desafios. O problema começa quando essa resposta deixa de ser pontual e vira o estado padrão do corpo e da mente.

É quando:

  • Seu pensamento está sempre no futuro, antecipando cenários negativos 
  • O corpo permanece em tensão mesmo quando aparentemente está tudo bem
  • Pequenas decisões viram grandes dilemas 
  • A ideia de descansar gera culpa, como se você estivesse atrasada em relação à vida
  • Sente uma tensão permanente pelo corpo – maxilares, peito, costas, ombros, etc.

Em vez de ser um alarme que toca em momentos específicos, a ansiedade vira aquele alarme que ninguém desligou. Fica tocando ao fundo, o tempo todo.

O sistema nervoso em modo de alerta

Do ponto de vista da neurociência, a ansiedade está ligada a um sistema de proteção que inclui estruturas como a amígdala (ligada à detecção de ameaça) e o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal (que regula hormônios de estresse).

como controlar a ansiedade

Quando você vive experiências de imprevisibilidade, crítica constante, insegurança afetiva ou situações traumáticas, esse sistema pode aprender que o mundo é um lugar perigoso. Resultado: ele começa a enxergar ameaça onde não há, ou superdimensionar riscos pequenos.

É por isso que:

  • Seu corpo reage como se estivesse diante de um leão, quando na verdade está diante de um e-mail ou de uma mensagem de WhatsApp
  • Você sente que precisa controlar tudo, porque qualquer imprevisto parece catastrófico 
  • O descanso ou qualquer solicitação vira ameaça (“se eu relaxar, algo ruim vai acontecer”; “o que meu chefe quer comi? Será que ele vai me punir?”)

Nesse contexto, dizer para alguém “respira fundo e relaxa” é como pedir para um alarme de incêndio parar de tocar na base da conversa. Não é tão simples assim.

Ansiedade também é corpo (não só pensamento)

Muita gente busca como controlar a ansiedade apenas no plano racional: criando listas, planejando tudo, repetindo frases positivas. Isso promove apenas um efeito superficial, e, se o corpo continua em modo alerta, a mente sozinha não dá conta.

O sistema nervoso precisa aprender, aos poucos, que agora você está em segurança. Isso passa por:

  • Reconhecer e nomear sensações físicas (em vez de só tentar escondê-las ou empurrá-las para longe) 
  • Trabalhar a respiração de forma que o corpo consiga receber o recado de que o perigo passou
  • Liberar pontos de tensão no corpo para conseguir se desprender de memórias registradas no nível físico 
  • Entender quais gatilhos emocionais ativam essa resposta (críticas, conflitos, decisões, exposição, rejeição…) 
  • Reorganizar memórias que ficaram marcadas como “ameaça permanente”

Por que você não consegue simplesmente parar de ser ansiosa?

Porque a ansiedade, muitas vezes, não é um defeito seu. É, como dito anteriormente, uma estratégia antiga do seu sistema para tentar te manter viva, aceita, protegida.

Talvez ela tenha surgido quando:

  • Você precisou prever o humor de alguém em casa para evitar conflitos 
  • Nunca teve espaço seguro para errar, experimentar, se expressar 
  • Foi responsabilizada por coisas que não eram suas, e aprendeu a “se antecipar a tudo” 
  • Passou por situações inesperadas que te ensinaram que o mundo pode virar de cabeça para baixo de uma hora para outra

Diante disso, é natural que parte de você tente controlar, prever, se preparar demais. A ansiedade é, de certa forma, uma tentativa de evitar que dores antigas se repitam.


terapia pode ensinar como controlar a ansiedade

Na terapia, não trabalhamos apenas com técnicas de relaxamento ou “mudança de pensamento” que prometem como controlar a ansiedade. Isso pode fazer parte, mas há sempre algo mais profundo em jogo: a história que o seu corpo e sua mente contam sobre segurança, controle e vulnerabilidade.

O processo terapêutico pode te ajudar a:

  • Identificar de onde vêm os gatilhos da sua ansiedade 
  • Diferenciar perigo real de perigo imaginado (mas sentido como real) 
  • Construir novas respostas diante do desconforto, sem precisar fugir ou evitar tudo 
  • Criar, dentro da própria relação terapêutica, uma experiência concreta de estar com o outro sem precisar performar perfeição ou controle

No meu trabalho, a ideia não é “acabar com qualquer traço de ansiedade” (até porque isso seria irreal e desnecessário), mas te ajudar a deixar de ser governada por ela.

Da teoria para a prática: como isso acontece na terapia?

Tudo o que você leu aqui — sobre sistema nervoso, gatilhos emocionais, ansiedade que toma conta — não fica só no campo das ideias.

No processo terapêutico, a gente investiga junto, com cuidado e profundidade, até encontrar o fio que conecta tudo: o que você sente, o que você repete, e o que ficou guardado ao longo da vida. E vamos trabalhando com técnicas específicas para reorganizar sua compreensão da vida e seu modo de estar no mundo, inclusive aprendendo como controlar a ansiedade.

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